Vida e a tirania dos impulsos egoístas

Vida e a tirania egoísta do ser
A tirania dos impulsos egoístas e ambições infundadas levam a vida do ser humano a um verdadeiro naufrágio. É nossa tarefa eliminar esses impulsos negativos e fazer prevalecer os instintos simpáticos e amigáveis. O egoísmo é conceito que automaticamente faz despertar sentimento negativo, pois leva-nos a construir um mundo fechado que nos isola das oportunidades que a vida pode oferecer e afasta todos os afetos.

A tirania do egoísmo é o principal desafio que temos para construir uma civilização à altura da real humanidade que representamos.

Nesse sentido, o assunto consiste em encontrar o lugar certo para o egoísmo, pois há uma utilidade para esse no esquema universal, assim como também há o problema decorrente do seu abuso.

Somos entidades cósmicas criativas, emanamos faíscas de Vida e as projetamos consciente e inconscientemente na realidade para moldá-la ao nosso bel prazer.

Esta é a utilidade do egoísmo. A inutilidade do egoísmo consiste em nos apegarmos tanto a esse processo e o identificarmos como próprio que perdemos de vista o vínculo com o Universo.

Afinal, a Vida não começa nem termina com nossas presenças, ressuscita, se preserva e autodestrói através de todos e de cada um. (Arauto do Futuro)

Somos rápidos em ignorar os outros.
Somos rápidos em reclamar quando os tempos são difíceis.
Somos rápidos em nos queixar quando nada vai pelo caminho que nós queremos.
Somos rápidos em gemer pelo preço da gasolina.
Somos rápidos em resmungar quando a conexão cai.
Somos lentos entretanto, para olhar além do limite da própria irritação e problemas e ver que muitas pessoas pelo caminho são bênçãos em nossa vida. (Terri McPherson)

Vida, egoísmo e a felicidade

A vida e a pedra da felicidade

Nos tempos das fadas e bruxas, um moço achou em seu caminho uma pedra que emitia um brilho diferente de todas as que ele já conhecera. Impressionado, decidiu levá-la para casa.

Era uma pedra do tamanho de um limão e pertencia a uma fada, que a perdera por aqueles caminhos, em seu passeio matinal.

Era a Pedra da Felicidade.
Possuía o poder de transformar desejos em realidade.
A fada, ao se dar conta de que havia perdido a pedra, consultou sua fonte de adivinhação e viu o que havia ocorrido.

Avaliou o poder mágico da pedra e, como a pessoa que a havia encontrado era um jovem de família pobre e sofredora, concluiu que a pedra poderia ficar em seu poder, despreocupando-se quanto à sua recuperação.

Decidiu ajudá-lo. Apareceu ao moço em sonho e disse-lhe que a pedra tinha poderes para atender a três pedidos: um bem material, uma alegria e uma caridade. Mas que esses benefícios somente poderiam ser utilizados em favor de outras pessoas. Para atingir o intento, cabia-lhe pensar no pedido e apertar a pedra entre as mãos.

O moço acordou desapontado. Não gostou de saber que os poderes da pedra somente poderiam ser revertidos em proveito dos outros. Queria que fossem para ele.

Tentou pedir alguma coisa para si, apertando a pedra entre as mãos, sem êxito. Assim, resolveu guardá-la, sem muito interesse em seu uso.

Os anos se passaram e este moço tornou-se bem velhinho. Certo dia, rememorando seu passado concluiu que havia levado uma vida infeliz, com muitas dificuldades, privações e dissabores.

Tivera poucos amigos, porém, reconhecia ter sido muito egoísta. Jamais quisera o bem para os outros. Antes, desejava que todos sofressem tanto quanto ele.

Reviu a pedra que guardara consigo durante quase toda sua existência; lembrou-se do sonho e dos prováveis poderes da pedra. Decidiu usá-la, mesmo sendo em proveito dos outros.

Assim, realizou o desejo de uma jovem, disponibilizando-lhe um bem material. Proporcionou uma grande alegria a uma mãe revelando o paradeiro de uma filha há anos desaparecida e, por último, diante de um doente, condoeu-se de suas feridas, ofertando-lhe a cura.

Ao realizar o terceiro benefício, aconteceu o inesperado: a pedra transformou-se numa nuvem de fumaça e, em meio a esta nuvem, a fada - vista no sonho que tivera logo ao achar a pedra - surgiu, dizendo:

- Usaste a Pedra da Felicidade. O que me pedires, para ti, eu farei. Antes, devias fazer o bem aos outros, para mereceres o atendimento de teu desejo. Por que demoraste tanto tempo para usá-la?

O homem ficou muito triste ao entender o que se passara. Tivera em suas mãos, desde sua juventude, a oportunidade de construir uma vida plena de felicidade, mas, fechado em seu desamor jamais pensara que fazendo o bem aos outros colheria o bem para si mesmo.

Lamentando o seu passado de dor e seu erro em desprezar os outros, pediu comovido e arrependido:

- Dá-me, tão somente, a felicidade de esquecer o meu passado egoísta. (Maktub)

Existe uma frase antiga retirada de uma oração que diz: “é doando que se recebe” Por que praticamos tão pouco, para não dizer quase nunca essa atitude? Por não acreditar que isso é verdadeiro ou por não possuir essa virtude? Pense nisso! (Victor Prates)

O egoísmo causa a ignorância, a cólera e o descontrole, que são a origem dos problemas do mundo. (Dalai Lama)

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Abraços e muita paz!

Vida e a tirania dos impulsos egoístas Vida e a tirania dos impulsos egoístas Reviewed by Luis Eduardo Pirollo on outubro 28, 2015 Rating: 5
2 comentários:
  1. Façamos por eliminar de nossas ações tão ruim sentimento. O egoísmo nos atrasa muito a A Evolução Espiritual. Meu coração é muito precioso para agasalhar tão infeliz sentimento que é gerador de tantos outros. Que nossa Paz interior seja nossa meta de Vida.

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    1. Boa noite, querida amiga Eloiza!!!
      Sim, vamos policiar muito bem este sentimento ruim, é a nossa perdição espiritual.
      Obrigado querida amiga, fico muito feliz com sua presença, participação e carinho, valeu!!!
      Tenha um dia maravilhoso e abençoado!!!
      Abraços e muita paz!!!

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